23 agosto 2006

O que é a vida?




O que é a vida? Um conjunto de fatos, sensações, cores, cheiros e mundos vividos por um ser humano que respira, pensa, vê, age e sente? Ou uma oportunidade para conhecer, aprender, sentir emoções? Em todo caso, é um dom que nos é maravilhosamente dado, dura pouco e merece ser valorizado.

Por isso, é preciso estar atento ao presente da vida, ter a atenção voltada ao hoje, às atitudes, ações, desejos do agora, sem buscar a volta às origens, o passado, o que ficou para trás. A volta representa um procedimento ilusório, uma tentativa de resgate, a recuperação do que ficou em algum lugar onde não estamos mais: uma outra época.

Cada minuto de um dia tem valor. Às vezes, por uma mudança de astral, de clima, menosprezamos um desses minutos que nos foram dados de graça. Deixamos de vivê-lo na sua integralidade, na sua intensidade. E assim, sem querer, deixamos passar o “momento”. De repente, ele até volta a surgir na sua vida, outras vezes, não. Vai-se embora e vai-se para sempre.

O olhar no futuro é fundamental, mas não deve ser estressante. Não deve criar ansiedade, nervosismo, alterações. Se o hoje não é bem vivido, sonhado, sentido, como saber do ar que está por vir? Como prever eventos ou seqüências que dependem do que ainda estamos fazendo? Se não existir o bom de agora, não existirá um maravilhoso depois. A vida deve ser vista sob um olhar sincrônico, observada na sua contemporaneidade, para se entender e viver a evolução.

O importante não é que tal traço ou episódio ou minuto da vida exista, mas que ele exerça (e se saiba reconhecer) uma função precisa. Que ele esteja presente, aqui ou ali, para realizar algo na sua vida. Porque ela é um sistema formado de elementos interdependentes, que não podem ser consideramos isoladamente, nunca. Cada dia, coisa, cheiro, cor e fato exerce uma função vital, tem uma certa tarefa a realizar, representa uma parte insubstituível da totalidade da vida.

2 comentários:

Beth disse...

Déa, adorei seu texto. Você consegue transpor para o papel indagações difíceis de serem expressas e de uma forma tão simples. Parabéns, você sabe o quanto a admiro. Beijocas.

Ernesto Carvalho disse...

Nossa, Andrea!
Acabei de ler seu texto e posso dizer com muita sinceridade: MARAVILHEI-ME!

Parabéns, vc escreve maravilhosamente bem! Faço votos de poder vir a ler outros textos seus na mesma qualidade...

Felicidades para vc e seu marido aí no Canadá. Beijos,